Ministério Público revela estratégias de lavagem de dinheiro da influenciadora, que teve carros de luxo e joias milionárias confiscados pela polícia
As investigações do Ministério Público (MP) apontam novos e graves desdobramentos sobre a relação da influenciadora e advogada Deolane Bezerra com o crime organizado. De acordo com os promotores de Justiça, Deolane tinha planos estruturados para transferir recursos financeiros oriundos do Primeiro Comando da Capital (PCC) para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A estratégia faria parte de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro internacional, utilizando-se da estrutura de empresas de apostas e de sua própria imagem pública para ocultar a origem ilícita dos valores.
Os relatórios apontam que a escolha de Dubai não foi por acaso. O destino é conhecido internacionalmente por facilitar transações financeiras discretas e investimentos imobiliários de alto padrão, o que ajudaria a consolidar a ocultação do patrimônio da facção criminosa. O MP afirma que a influenciadora atuava como uma peça importante nessa engrenagem de branqueamento de capitais, transformando o dinheiro vivo obtido por meio de atividades criminosas no Brasil em ativos aparentemente legais no exterior.
Como parte das ações para desmantelar o esquema e sufocar financeiramente os envolvidos, a polícia realizou um mega confisco de bens de Deolane Bezerra. Entre os pertences apreendidos estão automóveis de luxo de marcas importadas avaliados em R$ 2,7 milhões, além de uma grande quantidade de joias em ouro, pedras preciosas e relógios de marcas exclusivas. Os veículos confiscados exibiam blindagens de última geração e valores individuais que ultrapassam a marca de um milhão de reais.
O bloqueio dos ativos e a apreensão das joias têm como objetivo garantir o ressarcimento dos cofres públicos e evitar que o patrimônio continue sendo movimentado ou transferido para fora do país. A defesa de Deolane Bezerra contesta as afirmações do Ministério Público, alegando que todos os seus bens e recursos financeiros possuem origem estritamente lícita, frutos de seus trabalhos publicitários, engajamento nas redes sociais e atuação jurídica. O caso segue sob segredo de Justiça, e novas quebras de sigilo bancário e fiscal devem revelar a extensão real das transações internacionais planejadas.