Entenda as causas, sintomas, tratamentos disponíveis e os avanços no manejo desta complicação pós-parto.
A atonia uterina é uma das principais causas de hemorragia pós-parto (HPP) e representa um desafio crítico na saúde materna global. A condição ocorre quando o útero não se contrai adequadamente após o parto, resultando em sangramento excessivo. Estima-se que a hemorragia pós-parto seja responsável por cerca de 29% das mortes maternas no mundo, sendo a segunda maior causa no Brasil.
Causas e fatores de risco
As principais causas incluem múltiplas gestações, trabalho de parto prolongado, parto instrumentalizado, uso excessivo de ocitocina e infecção uterina. Entre os fatores de risco, destacam-se a obesidade materna, cesarianas anteriores e histórico de hemorragias em partos prévios.
Diagnóstico e manejo inicial
O diagnóstico da atonia uterina é clínico, baseado na presença de um útero amolecido e flácido associado à hemorragia significativa nas primeiras 24 horas após o parto. O tratamento inicial inclui intervenções farmacológicas como ocitocina, misoprostol ou ácido tranexâmico, e manobras de correção uterina para conter o sangramento.
Avanços no tratamento
Se as medidas iniciais falharem, intervenções invasivas como tamponamento com balão intrauterino demonstraram alta eficácia, reduzindo a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Essas bolhas comprimem o local do sangramento, permitindo maior controle. Em casos mais graves, embolização arterial ou histerectomia podem ser indicadas.
Prevenção e educação
A educação dos profissionais de saúde e o acesso aos protocolos de manejo são fundamentais para reduzir a mortalidade associada à HPP. Campanhas para identificação precoce de fatores de risco e melhor assistência no pré-natal são essenciais.
A atonia uterina, embora grave, pode ser prevenida e tratada com sucesso quando detectada precocemente. Avanços como o uso de balões intrauterinos e tratamentos farmacológicos modernos têm sido cruciais na melhoria dos estágios para as mães. O fortalecimento das políticas públicas e a capacitação das equipes de saúde são essenciais para reduzir o impacto dessa condição.

Reprodução