Com capacidade revolucionária, a Blue Origin entra em nova etapa da corrida espacial liderada por Jeff Bezos
A Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, anunciou a data do voo inaugural do foguete New Glenn , marcado para o segundo semestre de 2025. O lançamento do foguete, que leva o nome do astronauta John Glenn, representa um marco na corrida espacial comercial, posicionando a empresa como uma das principais concorrentes da SpaceX, de Elon Musk.
Com 98 metros de altura, o New Glenn foi projetado para missões de grande porte, tanto orbitais quanto interplanetárias. Ele promete revolucionar o mercado de lançamentos comerciais com sua capacidade de transporte de até 45 toneladas de carga útil para órbita terrestre baixa. O foguete é parcialmente reutilizável, um diferencial que busca reduzir custos operacionais, assim como ocorre com os Falcon 9 e Falcon Heavy da SpaceX.
A reutilização do primeiro estágio do New Glenn, que pode ser recuperada após o lançamento e reutilizada até 25 vezes, é um dos maiores trunfos do projeto. Além disso, o foguete foi projetado para atender às necessidades de lançamentos comerciais e missões governamentais, como a colocação de satélites em órbita e o envio de cargas para a Lua e Marte.
O lançamento inaugural será feito a partir da Base da Força Espacial dos Estados Unidos em Cabo Canaveral, na Flórida. A Blue Origin já garantiu contratos importantes para o New Glenn, incluindo acordos com a Amazon para lançar os satélites da rede de internet Kuiper e parcerias com agências governamentais e clientes comerciais ao redor do mundo.
Jeff Bezos destacou o impacto da inovação tecnológica no setor aeroespacial: “Com o New Glenn, estamos expandindo as fronteiras da acessibilidade e da sustentabilidade no espaço.”
A corrida espacial entre Bezos e Musk se intensifica com a chegada de New Glenn. A SpaceX, atualmente líder no mercado em lançamentos frequentes e sucesso na reutilização de foguetes, terá um concorrente à altura para disputas comerciais e futuras missões interplanetárias.
Os especialistas apontam que uma competição entre as duas gigantes beneficia o avanço da exploração espacial, democratizando o acesso ao espaço e promovendo novas tecnologias. Para o público e governos, essa rivalidade promete uma nova era de inovação e exploração no setor aeroespacial.