Iniciativa transforma algas invasoras em biocombustível menos poluente, oferecendo alternativa ecológica aos combustíveis fósseis
Pesquisadores de Trinidad e Tobago estão convertendo algas marinhas invasoras e resíduos de destilarias de rum em um biocombustível mais sustentável. A iniciativa, liderada pela cientista Legena Henry, do campus de Cave Hill da Universidade das Índias Ocidentais, visa criar uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis tradicionais.
O projeto, denominado “Rum and Sargassum”, combina algas sargaço, que poluem as praias locais, com subprodutos da produção de rum para gerar energia. Atualmente em fase de testes, o biocombustível resultante promete ser menos poluente e contribuir para a redução das emissões de dióxido de carbono.
A ideia surgiu durante discussões acadêmicas sobre alternativas aos combustíveis convencionais, especialmente diante da diminuição da indústria canavieira na região. A estudante Brittney McKenzie sugeriu o uso das algas sargaço, conhecidas por seu impacto ambiental negativo, como matéria-prima para o biocombustível. A proposta foi acolhida pela professora Henry, resultando em um esforço coletivo que demonstrou a viabilidade da produção de energia a partir desses recursos.
Além de Trinidad e Tobago, outros países também exploram o potencial das algas marinhas como fonte de energia sustentável. Em 2020, a Euronews destacou pesquisas que indicam que as algas poderiam se tornar o “petróleo de 2050”, devido à sua capacidade de capturar carbono e servir como matéria-prima para biocombustíveis.
No entanto, especialistas alertam que, embora promissoras, essas iniciativas enfrentam desafios significativos. Fatores como o aquecimento dos oceanos, doenças das algas e a necessidade de infraestrutura adequada podem limitar o impacto global dessas soluções. Portanto, é essencial continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento para superar essas barreiras e ampliar o uso de biocombustíveis derivados de algas.