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El Niño pode atingir intensidade máxima e aumentar risco de calor extremo no Brasil

Foto: Reprodução/MetSul
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Primeiro boletim oficial aponta que o fenômeno deve se estender até o início de 2027, trazendo ondas de calor, risco de incêndios e chuvas acima da média na região Sul.

O cenário climático do Brasil deve enfrentar desafios significativos nos próximos meses. O fenômeno El Niño pode atingir a categoria de intensidade “muito forte”, influenciando diretamente a elevação das temperaturas e o aumento de eventos climáticos extremos no país. O alerta consta no primeiro boletim de monitoramento oficial, elaborado por um esforço conjunto de grandes órgãos nacionais de meteorologia e gestão de riscos.

De acordo com o relatório, as águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial já exibem características claras do fenômeno. Foram registradas anomalias térmicas superiores a 2°C acima da média nas áreas próximas à costa oeste da América do Sul. Esse aquecimento expressivo sustenta as previsões de que o El Niño continuará ativo e com forte influência global pelo menos até o início de 2027.

O impacto prático dessa condição vai variar conforme a região geográfica do Brasil. Para o trimestre entre julho e setembro, as projeções dos modelos climáticos indicam que o Sul do país deve registrar chuvas acima da média histórica. Por outro lado, as regiões centro e norte devem sofrer com precipitações abaixo do normal. De forma geral, a probabilidade de temperaturas acima da média em quase todo o território nacional é alta, elevando consideravelmente o risco de ondas de calor intenso e gerando preocupação com a propagação de incêndios florestais.

O monitoramento será atualizado mensalmente pelas instituições para orientar políticas públicas de prevenção. Os especialistas reforçam a recomendação de que governos e cidadãos acompanhem os boletins informativos e as orientações da Defesa Civil, visto que o fenômeno pode afetar diretamente a agricultura, o nível de reservatórios e rios, além de elevar os riscos de deslizamentos e enchentes nas áreas de maior precipitação.

O documento é fruto de um trabalho integrado entre o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec). Segundo o relatório, essa coordenação institucional será peça-chave para amenizar os impactos climáticos no país.