Iniciativa tecnológica visa aumentar a eficiência e reduzir prejuízos aos cofres públicos
O governo federal anunciou a contratação de uma tecnologia de inteligência artificial (IA) ao custo de US$ 10,5 milhões (cerca de R$ 52 milhões) com o objetivo de combater fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida faz parte de uma estratégia ampla para melhorar a gestão previdenciária e reduzir o impacto dos pagamentos indevidos, que custam bilhões de reais anualmente aos cofres públicos.
Como funcionar a nova tecnologia
Desenvolvida por uma empresa de referência em soluções de IA, a ferramenta terá como foco a análise de dados massivos para identificar inconsistências em benefícios de benefícios. A tecnologia utilizará algoritmos avançados para cruzar informações e detectar possíveis fraudes, como documentos falsificados ou situações de elegibilidade irregulares.
O Ministério da Previdência Social informou que o sistema será integrado às bases de dados já existentes, aumentando a capacidade de fiscalização sem ampliar a necessidade de recursos humanos. A previsão é que a tecnologia comece a operar em fases, com implementação inicial voltada aos benefícios mais suscetíveis a irregularidades, como aposentadorias por invalidez e auxílios emergenciais.
Impacto esperado
Segundo o governo, a adoção da inteligência artificial poderá gerar uma economia significativa, especialmente ao coibir práticas fraudulentas que oneram o sistema previdenciário. Estima-se que os pagamentos irregulares no INSS representem bilhões de reais por ano, prejudicando a sustentabilidade financeira do órgão.
A iniciativa foi amplamente elogiada por especialistas em gestão pública, que destacam o potencial da tecnologia para modernizar processos e aumentar a transparência. No entanto, os críticos alertam para a necessidade de salvaguardar dados pessoais e evitar a exclusão de cidadãos legítimos dos benefícios.
Transparência e ajustes futuros
O governo reforçou que a tecnologia será monitorada constantemente para garantir sua eficácia e corrigir possíveis falhas. Além disso, o uso da inteligência artificial será submetido a auditorias regulares, e os dados utilizados seguirão as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), evitando abusos ou uso indevido de informações pessoais.
A contratação da ferramenta tecnológica está alinhada com os esforços mais amplos do governo para implementar soluções digitais em diversos setores, reforçando a meta de uma administração pública mais eficiente e moderna.