Líder dedicado à promoção da paz e dos direitos humanos após deixar a Casa Branca
Jimmy Carter, 39º presidente dos Estados Unidos e laureado com o Prêmio Nobel da Paz, faleceu neste domingo (29), aos 100 anos, em sua residência em Plains, Geórgia, conforme comunicado de seu filho, Chip Carter. “Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, declarou Chip.
Nascido em 1º de outubro de 1924, Carter iniciou sua carreira pública como senador estadual e governador da Geórgia, antes de assumir a presidência dos EUA de 1977 a 1981. Seu mandato foi marcado por desafios como a crise dos reféns no Irã e a crise energética, mas também por conquistas significativas, incluindo os Acordos de Camp David, que promoveram a paz entre Egito e Israel.
Após deixar a Casa Branca, Carter dedicou-se às causas humanitárias e à promoção dos direitos humanos por meio do Centro Carter, fundado em 1982. Seu trabalho incansável em prol da democracia e da resolução de conflitos internacionais rendeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz Paz em 2002.
Em fevereiro de 2023, após uma série de internações hospitalares, Carter optou por receber cuidados paliativos. Sua esposa, Rosalynn Carter, com quem foi casada há mais de 77 anos, faleceu em novembro de 2023, aos 96 anos.
A morte de Carter gerou uma onda de contribuições de líderes mundiais. O presidente Joe Biden destacou sua “ela justiça e pela dignidade humana”, enquanto o ex-presidente Barack Obama afirmou que Carter “deixou nosso país e nosso mundo mais fortes e saudáveis”.
O legado de Jimmy Carter permanece como um símbolo de dedicação à paz, aos direitos humanos e ao serviço público, inspirando as gerações futuras a seguirem seu exemplo de liderança compassiva e comprometida.