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O papel do leite na alimentação: mitos e verdades segundo a ciência

Foto: Reprodução
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Estudo recente revela que o leite não é vilão da saúde e traz benefícios importantes, mas alerta para o consumo equilibrado.

O leite e seus derivados têm sido consumidos pela humanidade há milênios, desde a prática da ordem iniciada em cerca de 5000 aC. No entanto, em tempos de polarização alimentar, os laticínios enfrentam críticas recorrentes. Acusados ​​de causar inflamações e problemas cardiovasculares, esses alimentos são muitas vezes evitados sem justificativa médica. Mas, segundo estudos recentes, excluir os laticínios da dieta pode ser um erro.

Um trabalho publicado no periódico científico Clinical Nutrition demonstrou que o consumo de leite desnatado pode até reduzir o risco de pré-diabetes, um distúrbio metabólico que pode evoluir para o diabetes tipo 2. Esse estudo analisou dados de 7.521 participantes do projeto britânico Fenland e sugere que os laticínios, quando consumidos moderadamente, podem ser aliados da saúde metabólica. No entanto, o consumo excessivo de produtos ricos em gordura deve ser evitado.

Benefícios além do pré-diabetes

Além de beneficiar o metabolismo, os laticínios têm um papel positivo na saúde cardiovascular, de acordo com pesquisas como o estudo brasileiro Elsa-Brasil. Contrariando mitos, os lácteos equilibrados não aumentam riscos para o coração. Eles também são ricos em cálcio, um mineral essencial para a saúde óssea e muscular. O cálcio, presente em grande quantidade no leite, contribui para a mineralização dos ossos, melhora as contrações musculares e pode ajudar no controle da pressão arterial.

Os laticínios ainda são fontes importantes de proteínas, incluindo a caseína, que é fundamental para a manutenção muscular e para a saciedade. Além disso, fornecem vitaminas essenciais, como o complexo B, vitamina A e pequenas quantidades de vitamina D, contribuindo para a saúde óssea e a imunidade.

Alergia e intolerância: quando evitar os laticínios

Embora sejam extremamente benéficos, algumas pessoas devem evitar os lácteos devido a alergias ou intolerâncias. A alergia ao leite é uma resposta imunológica exagerada às proteínas do leite, como a caseína, e pode causar sintomas como vômitos, diarreia e falta de ar. Já a intolerância à lactose ocorre devido à deficiência de lactase, enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, resultando em sintomas como gases e desconforto abdominal.

Em ambos os casos, é essencial buscar uma avaliação médica antes de adotar restrições alimentares. Excluir os laticínios sem necessidade pode levar a deficiências nutricionais, especialmente de cálcio e proteínas.

Consumo equilibrado: o segredo para aproveitar os benefícios

Para quem não possui restrições médicas, os especialistas recomendam a inclusão de laticínios magros na dieta. O leite desnatado e queijos leves, como ricota, cottage e minas frescal, são opções ideais. A moderação é essencial: consumir três porções diárias de laticínios é considerado adequado pela maioria das diretrizes alimentares.

Por outro lado, o excesso de gordura saturada presente em laticínios integrais pode contribuir para o aumento do colesterol. Portanto, ler os rótulos e evitar exageros são atitudes recomendadas.

Os laticínios, longe de serem os vilões pintados por algumas correntes nutricionais, desempenham papel essencial em uma dieta equilibrada. Com moderação e atenção às necessidades individuais, o leite pode continuar sendo um aliado importante da saúde.