Recentemente, a prática de aplicar perfumes na região íntima ganhou destaque após a participante Aline Patriarca, do Big Brother Brasil 25, ser vista realizando tal ação. Embora possa parecer uma medida inofensiva para garantir frescor, especialistas alertam para os riscos potenciais associados a essa prática.
Sensibilidade da Região Íntima
A pele e a mucosa da área vulvar e vaginal são altamente sensíveis. O uso de perfumes ou produtos perfumados nessa região pode causar irritações, reações alérgicas e ressecamento. A ginecologista Débora Maranhão, do Hospital Santa Catarina, explica que “as fragrâncias e conservadores presentes nos perfumes íntimos podem causar irritações, detectadas, prurido e até dermatites de contato alérgicas, nos casos mais graves”.
Alteração do pH Vaginal
Outro ponto de preocupação é a possível alteração do pH vaginal. A aplicação de substâncias químicas pode desequilibrar o ambiente natural da vagina, favorecendo o surgimento de infecções como candidíase e vaginose bacteriana. A ginecologista e obstetra Márcia Novaes ressalta que “o uso de produtos no local pode desequilibrar o pH vaginal, causando infecções”.
Microbiota Vaginal e Saúde Reprodutiva
A microbiota vaginal desempenha um papel crucial na saúde reprodutiva e na defesa contra patógenos. O uso de perfumes na região íntima pode alterar essa flora, comprometendo suas funções protetoras. O ginecologista Nélio Veiga Junior alerta que “os perfumes vaginais podem causar ressecamento, reações alérgicas, inflamações, obstruir poros e aumentar o risco de infecção”.
Recomendações para Higiene Íntima
Para manter a saúde da região íntima, os especialistas recomendam práticas simples de higiene:
- Higiene Adequada : Lavar a área externa com água e sabonete neutro ou específico para a região íntima.
- Evitar Produtos Perfumados : Abster-se do uso de perfumes, desodorantes ou sprays na região genital.
- Roupas Apropriadas : Opte por roupas íntimas de algodão e evite peças muito apertadas.
- Consulta Regular : Visitar o ginecologista periodicamente para avaliações de rotina.
A médica Carla Iaconelli, especialista em medicina reprodutiva, enfatiza que “a orientação médica é que se lave as partes íntimas com água e sabonete neutro de glicerina”.
Conclusão
Embora a ideia de usar perfumes na região íntima possa parecer atraente para algumas pessoas, os riscos associados superam os benefícios percebidos. Manter uma rotina de higiene simples e adequada é fundamental para preservar a saúde íntima e prevenir complicações.