Revista Nova Imagem - Portal de Notícias

Nos acompanhe pelas redes sociais

Renato Aragão e ‘Os Trapalhões’: Separação Conturbada e Impactos Familiares

Foto: Divulgação, TV Globo / Purepeople
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Desentendimentos financeiros e pessoais marcaram a trajetória do grupo humorístico nos anos 1980

Em agosto de 1983, o renomado grupo humorístico brasileiro “Os Trapalhões”, composto por Renato Aragão (Didi), Dedé Santana, Mussum e Zacarias, desenvolveu uma separação que quase colocou fim à sua trajetória de sucesso. As divergências surgiram principalmente devido a questões financeiras e de reconhecimento profissional. Conforme reportado pelo “Jornal do Brasil” na época, um dos pontos de discórdia foi o destaque exclusivo do nome de Renato Aragão no cartaz do filme “O Cangaceiro Trapalhão” (1983). Além disso, os contratos financeiros estabeleceram que Renato recebeu metade de todo o faturamento do grupo, enquanto Dedé, Mussum e Zacarias dividiram outra metade entre si.

Essas situações geraram consultas internas, levando à separação temporária do grupo. Durante esse período, Renato Aragão produziu e estrelou o filme “O Trapalhão na Arca de Noé”, enquanto Dedé, Mussum e Zacarias trabalharam juntos em “Atrapalhando a Suate”. Em entrevistas, Renato expressou sentir-se injustiçado, afirmando que foi transformado em vilão perante a opinião pública e atribuindo a situação à inveja decorrente de seu sucesso.

A separação durou aproximadamente seis meses, até fevereiro de 1984, quando o grupo decidiu se reconciliar, registrando que o afastamento trazia problemas para todos os integrantes. A reunião contou que “Os Trapalhões” retomou suas atividades conjuntas, continuando a encantar o público brasileiro com seu humor característico.

Paralelamente aos desafios profissionais, a intensa dedicação de Renato Aragão na carreira teve reflexos em sua vida pessoal. Paulo Aragão, primogênito de Renato, revelou que o sucesso do pai se tornou mais distante da família. “Roubaram o meu pai. A gente não via o meu pai. Ele chegava, terminava de escrever, preparava um picolé de abacate ou lata de figo ou descascava laranja para a gente e chamava para assistir ao filme da noite”, aparecendo Paulo, destacando a saudade que sentiu da presença paterna durante os anos de maior notoriedade de Renato na televisão.

Esses episódios evidenciam os desafios enfrentados por artistas que, para alcançarem o auge de suas carreiras, precisam equilibrar as demandas profissionais com as relações pessoais e familiares.