Resgatar atividades lúdicas pode aliviar o estresse e promover a saúde emocional
Em meio às pressões e responsabilidades da vida adulta, muitos têm redescoberto o valor terapêutico de retomar hobbies da infância. Atividades como desenhar, pintar, dançar ou tocar instrumentos musicais, muitas vezes deixadas de lado com o passar dos anos, estão sendo revisitadas como formas eficazes de aliviar o estresse e melhorar a saúde mental.
Especialistas apontam que engajar-se em hobbies proporciona uma pausa necessária das demandas diárias, permitindo que o indivíduo se reconecte com momentos de alegria e criatividade. A psicóloga clínica Ramani Durvasula destaca que, ao nos dedicarmos a essas atividades por puro prazer, sem a pressão de monetizar ou buscar validação externa, mantemos essas práticas leves e gratificantes. Isso também auxilia na reformulação de tendências perfeccionistas, comuns na vida adulta.
Pesquisas corroboram esses benefícios. Um estudo conduzido por pesquisadores da University College London (UCL) revelou que indivíduos com hobbies apresentam menos sintomas depressivos e níveis mais elevados de felicidade e satisfação com a vida, especialmente entre pessoas com 65 anos ou mais.
Além disso, a prática regular de hobbies está associada a uma redução no risco de estresse específico, ansiedade e até depressão. Dedicar-se a algo prazeroso promove uma rotina mais equilibrada e alegre, contribuindo para o bem-estar geral.
Para aqueles que desejam reintegrar seus hobbies na rotina diária, é recomendável reservar momentos específicos na agenda para essas atividades, tratando-as como compromissos importantes. Começar com pequenos intervalos semanais pode ser uma estratégia eficaz para reiniciar essas práticas de forma sustentável.
Em suma, revisitar hobbies da infância não é apenas uma viagem nostálgica, mas uma estratégia comprovada para melhorar a saúde mental e emocional, proporcionando momentos de prazer e interrupção em meio às exigências da vida moderna.