O lançamento da série documental “Michael Jackson: O Veredito” na plataforma de streaming Netflix reacendeu as discussões globais sobre os episódios mais controversos da vida do “Rei do Pop”. Dividida em três episódios, a produção mergulha nos bastidores do tenso julgamento ocorrido em 2005, ocasião em que o astro foi acusado de abuso sexual infantil contra o jovem Gavin Arvizo, caso do qual acabou sendo absolvido. O documentário traz à tona revelações impactantes e depoimentos de figuras que acompanharam o artista de perto.
Entre os relatos de maior destaque está o de Vincent Amen, ex-associado que trabalhou diretamente com Michael Jackson entre os anos de 2002 e 2003. Amen revelou que defendeu publicamente a inocência do cantor por muito tempo, mas mudou radicalmente de opinião após um episódio suspeito. Segundo ele, um funcionário de confiança do cantor limpou a residência de tudo o que vinha do Rancho Neverland e lhe entregou uma bolsa esportiva. Ao inspecionar o interior do acessório por desconfiança, Amen afirmou ter encontrado revistas com marcações feitas com pincel atômico em anúncios e seções de pedidos de fitas de vídeo que continham imagens de crianças nuas.
A produção também detalha curiosidades sobre o comportamento de Michael e a dinâmica da investigação da época. Amen expôs, por exemplo, que o cantor costumava dar apelidos às crianças com quem convivia, incluindo o termo “Blowhole” (referente ao orifício de respiração de baleias e golfinhos). Outro ponto abordado pela série revela o paradeiro de Michael Jackson no momento em que o FBI realizou a histórica operação de busca em sua mansão. De acordo com a jornalista investigativa Diane Dimond, o cantor não estava no local e teria se escondido em Las Vegas na tentativa de que a comoção midiática diminuísse.
A série documental explora ainda a postura firme do ator Macaulay Culkin em defesa de Jackson e os bastidores da mente dos jurados que decidiram o veredito. Entrevistas mostram que o corpo de jurados enfrentou um cenário de profunda confusão devido a contradições entre as testemunhas e as estratégias da defesa. Uma das juradas participantes, Melissa Herard, sintetizou o dilema ao afirmar no documentário que, apesar da absolvição técnica baseada nas provas do tribunal, jamais permitiria que seus próprios filhos dividissem o quarto com alguém em uma situação similar.