Embarcações que transportam milhões de barris de petróleo bruto voltaram a revelar suas rotas nos sistemas de rastreamento internacionais, encerrando semanas de viagens às escuras pela região.
A assinatura do histórico acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã começou a provocar reflexos imediatos na segurança e no comércio marítimo global. Pelo menos três superpetroleiros de grande porte, navegando com bandeira saudita, atravessaram o Estreito de Ormuz de forma totalmente transparente, ativando novamente seus sistemas de localização.
Juntas, essas embarcações transportam cerca de seis milhões de barris de petróleo bruto. O retorno das rotas visíveis nos radares de monitoramento ocorre após semanas consecutivas em que os navios optaram por ocultar suas viagens, desligando os transponders para evitar ataques em meio ao acirramento das tensões geopolíticas na hidrovia.
O avanço na circulação pelo canal — considerado um dos pontos mais estratégicos do planeta para o escoamento de energia — consolida o restabelecimento do livre trânsito marítimo previsto no texto assinado pelas duas potências rivais. De acordo com informações de rastreamento de navios coletadas por sistemas globais, embarcações como o Tong Lin Wan e o Ye Chi, gerenciadas pela gigante COSCO Shipping Energy Transportation, figuraram entre as que realizaram a travessia aberta pelo estreito.
A reabertura e a segurança do Estreito de Ormuz eram pontos centrais do documento diplomático recém-firmado, que além de instituir termos para um cessar-fogo e alívio financeiro para Teerã, busca trazer estabilidade operacional para o mercado internacional e diminuir o risco de desabastecimento de combustíveis globalmente.