Um dos maiores e mais prestigiados concursos de vinho do mundo premia rótulos nacionais; destaques incluem espumantes da Serra Gaúcha e vinhos finos de inverno de São Paulo e Minas Gerais
A vitivinicultura brasileira celebrou uma conquista histórica no cenário internacional. Quatro vinhos produzidos no Brasil conquistaram a cobiçada medalha de ouro na edição de 2026 do Decanter World Wine Awards (DWWA), considerado um dos maiores, mais rigorosos e influentes concursos de vinho de todo o planeta. O evento, realizado anualmente em Londres, na Inglaterra, avaliou às cegas milhares de amostras de dezenas de países, com um júri composto por grandes especialistas, sommeliers e Mestres do Vinho (Master of Wine).
O desempenho dos rótulos nacionais reforça a alta qualidade e a diversidade da produção brasileira atual, dividindo as premiações máximas entre os tradicionais espumantes da Região Sul e os inovadores vinhos finos de inverno das regiões Sudeste e Centro-Oeste, produzidos por meio da técnica da dupla poda da videira. Cada um dos quatro vinhos premiados atingiu notas excepcionais na avaliação rigorosa dos jurados, garantindo a pontuação necessária para figurar no topo do ranking global.
Entre os grandes destaques da Serra Gaúcha, principal polo produtor do país, estão o espumante Casa Valduga Sur Lie Nature, reconhecido por sua complexidade e elegância resultantes do longo contato com as leveduras, e o Pizzato Alicante Bouschet Reserva, um tinto robusto que demonstra o potencial de guarda e a maturação perfeita das uvas na região de Bento Gonçalves. Ambos os rótulos obtiveram pontuações expressivas que consolidam o Rio Grande do Sul como uma referência incontestável em espumantes e tintos finos.
A grande surpresa e consolidação do concurso ficou por conta da região do Sudeste, que faturou duas medalhas de ouro com vinhos de colheita de inverno. O tinto Guaspari Syrah Vista do Chá, produzido no município de Espírito Santo do Pinhal, em São Paulo, e o Maria Maria Belisário Syrah, originário do sul de Minas Gerais, conquistaram os paladares dos críticos internacionais. As premiações coroam o sucesso da tecnologia nacional que permite colher uvas perfeitamente maduras e saudáveis durante a estação seca do inverno brasileiro, colocando o país em definitivo no mapa das grandes potências vinícolas do mundo.