Jornalista faleceu aos 74 anos após cirurgia cardíaca; personalidades destacam sua contribuição à comunicação e à luta pela igualdade racial
A jornalista Wanda Chase, ícone do jornalismo baiano e defensora incansável da igualdade racial, faleceu aos 74 anos após complicações decorrentes de uma cirurgia cardíaca realizada no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador.
Trajetória Profissional e Contribuições
Nascida em 19 de novembro de 1950, em Manaus, Amazonas, Wanda iniciou sua carreira no jornal “A Crítica” e estagiou na TV Amazonas. Sua paixão pela comunicação a levou a atuar em Recife e Campina Grande, até que, em 1991, estabeleceu-se em Salvador, onde consolidou sua carreira. Durante 27 anos, foi repórter da TV Bahia, especializando-se na cobertura cultural, com ênfase no Carnaval de Salvador.
Além de seu trabalho na televisão, Wanda foi assessora de imprensa do bloco afro Olodum, fortalecendo laços com a comunidade artística e cultural baiana. Sua atuação como pesquisadora do Carnaval por mais de três décadas rendeu-lhe reconhecimento como uma das maiores defensoras da cultura negra no estado.
Reconhecimento e Homenagens
A relevância de Wanda Chase foi reconhecida recentemente pela Assembleia Legislativa da Bahia, que lhe concedeu o título de Cidadã Baiana em março de 2025. Durante a cerimônia, destacou-se sua contribuição para a comunicação e a cultura do estado.
Personalidades e instituições manifestaram pesar por sua partida. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, relembrou momentos com Wanda, enfatizando sua alegria e competência. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, ressaltou sua militância nas causas do povo preto e sua influência na comunicação baiana.
Legado e Impacto
Wanda Chase abriu caminhos para novas gerações de jornalistas, especialmente mulheres negras, servindo de inspiração e referência. Sua dedicação à valorização da cultura afro-brasileira e sua luta por igualdade racial deixaram uma marca indelével na sociedade baiana. A jornalista Jéssica Senra afirmou que Wanda é uma referência para a comunicação da Bahia, enquanto a escritora Bárbara Carine destacou que ela desbravou muitos caminhos para a comunidade negra, sobretudo na comunicação.
O sepultamento de Wanda Chase está previsto para o sábado, 5 de abril, no Cemitério Campo Santo, em Salvador.
foto: Divulgação